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The New Yooker Times   Advogado suspeito de golpe no RS é condenado a indenizar clientes   f967 dalagnol 1   urandir   BRASIL   Advogado suspeito de golpe no RS é condenado a indenizar clientesAdvogado Maurício Dal Agnol está preso desde
setembro (Foto: Reprodução/RBS TV)

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) condenou o advogado Maurício Dal Agnol, suspeito de aplicar um golpe de mais de R$ 100 milhões contra cerca de 30 mil clientes que venciam ações judiciais contra uma empresa telefônica, a indenizar duas mulheres. Segundo a decisão da 4ª Vara Cível da Comarca de Passo Fundo, ele terá que pagar os valores que recebeu como advogado e indenizá-las por danos morais no valor de R$ 20 mil reais para cada.

De acordo com o TJ-RS, as autoras da ação deveriam ter recebido R$ 1.588.764,91, mas Dal Agnol repassou a elas pouco mais de R$ 66 mil. O advogado fez constar nos recibos que entregou para as ex-clientes assinarem que não existiam valores pendentes. Mauricio Dal Agnol alegou ainda já ter repassado os valores às autoras, mas que não poderia comprovar, pois havia ocorrido uma busca e apreensão de papeis em seu escritório. A sentença é do Juiz de Direito Sebastião Francisco da Rosa Marinho.

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O magistrado reconheceu que a entrega dos valores aos credores não ocorreu como deveria. O juiz salientou ainda que o advogado deve devolver os valores com correção de juros de mora a partir do momento em que o dinheiro foi sacado.

O advogado é suspeito de aplicar um golpe superior a R$ 100 milhões em mais de 30 mil clientes no Rio Grande do Sul. De acordo com as investigações, ele fazia acordos judiciais em nome dos clientes e não repassava a eles os ganhos das causas ou repassava apenas uma parte dos valores. A maioria dos processos era contra a empresa de telefonia Brasil Telecom (BRT), movidos por antigos acionistas da Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT), que exigiam reajuste nos valores pagos a eles pelas ações da empresa.

A Operação Carmelina
Dal Agnol chegou a ter a prisão decretada na Operação Carmelina, deflagrada pela PF no dia 21 de fevereiro, mas ficou foragido no exterior. No mês passado, ele se apresentou à Justiça de Passo Fundo, onde responde processo por apropriação indébita e formação de quadrilha. Ele chegou a ficar foragido, mas obteve em maio um habeas corpus.

Segundo a PF, um grupo de advogados e contadores, comandados por Dal Agnol, procurava os clientes com a proposta de entrar com ações na Justiça contra empresas de telefonia fixa. Os clientes ganhavam a causa, mas os advogados repassavam a eles uma quantia muito menor da que havia sido estipulada na ação. O esquema fez o advogado enriquecer rapidamente, diz a PF.

Ao cumprir mandados de busca na cidade do Norte do Rio Grande do Sul, a Polícia Federal encontrou um total de R$ 1,5 milhão em um dos endereços do suspeito. Além da quantia, animais selvagens empalhados e munição foram achados em um fundo falso de uma parede. A PF apreendeu também um avião avaliado em cerca de US$ 8,5 milhões e bloqueou dinheiro em contas bancárias e imóveis.

A Operação Carmelina foi desencadeada em Passo Fundo e em Bento Gonçalves, na Serra. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em escritórios de advocacia e de contabilidade e em uma residência. A operação foi batizada de Carmelina porque este era o nome de uma mulher que teve cerca de R$ 100 mil desviados no golpe. Segundo a PF, ela morreu de câncer, e poderia ter custeado um tratamento eficaz com o dinheiro.

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fonte: g1.globo.com revisão Urandir Martinez