The New Yooker Times Educação by G1
   urandir   EDUCACAO   Manifestantes protestam em Vitória contra bloqueio de recursos para a educação
Grupo saiu da Ufes e outro saiu do Ifes; intenção é haver um encontro de manifestantes em frente à Assembleia Legislativa. Bloqueio de recursos foi anunciado pelo MEC. Manifestantes protestam em dois pontos de Vitória na tarde desta quarta-feira (15) contra o bloqueio de recursos para a educação anunciado pelo Ministério da Educação (MEC). Um grupo se concentrou em frente ao teatro da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e o outro na praça ao lado do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes).
Estudantes, professores e sindicatos relacionados à educação participam do ato. Este é o segundo momento de manifestações do dia, já que durante a manhã já houve protesto saindo da Praça do Papa, na capital. Segundo os envolvidos, 5 mil pessoas participaram. A polícia não deu estimativa.
Nesta tarde, participantes saíram do campus Goiabeiras da Ufes em passeata por volta das 17h15.
Manifestantes saindo do campus Goiabeiras da Universidade Federal do ES, em Vitória
Eles ocuparam as três faixas da Avenida Fernando Ferrari, sentido Reta da Penha. Dois carros de som acompanham o protesto.
“Isso é um manifesto dos estudantes e trabalhadores da educação contra os cortes de verbas da Universidade e do Instituto Federal. Nós não aceitamos mais cortes. A Universidade já está sofrendo com a falta de estrutura, falta de concursos e falta de recursos. Nós estamos em uma luta em defesa da educação pública, então esse ato é para a gente manifestar para a sociedade a nossa preocupação e a nossa defesa da Ufes, que é da sociedade”, disse o representante da central sindical CSP-Conlutas, Filipe Skiter.
Durante a concentração na Ufes, os participantes fixaram cartazes com apresentações de projetos e trabalhos acadêmicos na grade em frente ao Teatro Universitário.
Cartazes com apresentações acadêmicas da Ufes foram fixados na grade
André Rodrigues/TV Gazeta
A estudante da Ufes Larissa Passamani foi à manifestação com amigos para expressar a importância da educação pública. “Estamos aqui para brigar por uma educação de qualidade. Não podemos aceitar o que o presidente tem feito. Bolsonaro mexeu com os estudantes, agora vai ter que aguentar. Mexeu com a formiga, vai ter que aguentar todo o formigueiro”, defendeu.
A Central Sindical e Popular estima que 10 mil pessoas participam do ato que saiu da Ufes. Já a Polícia Militar estima 3 mil.
O estudante Wallas Arshavin fez críticas ao governo federal durante o ato. “Um presidente que ofende milhões de estudantes e professores não merece nada. É um presidente que quer que sejamos reféns de suas estratégias sem noção. Não somos capachos do governo federal. Estou na luta para tentar salvar a educação”, disse.
“A educação no país precisa de incentivo, não de cortes. Juntos nós podemos lutar contra o retrocesso”, falou o estudante de história da Ufes, Guilhermy Duarte.
O estudante Guilhermy Duarte participou da manifestação
André Rodrigues/G1
Saída do Ifes
Os participantes que estavam concentrados na praça ao lado do campus Vitória do Ifes, em Jucutuquara, também saíram em passeata por volta das 17h15.
Eles ocupam duas faixas da Avenida Vitória e em seguida a Avenida César Hilal. Ainda não há estimativa de participantes, nem por parte da organização e nem por parte da polícia.
Por volta das 18h40, os manifestantes dos dois grupos se encontraram no fim da Reta da Penha, para seguirem juntos para o prédio da Assembleia Legislativa.
Manifestantes que saíram do Ifes
Wagner Martins/TV Gazeta

Cartazes de estudantes do Ifes
Wagner Martins/TV Gazeta
Protesto de estudantes do Ifes em Vitória
Wagner Martins/TV Gazeta
Mais atos
Ainda no Espírito Santo, acontecem atos nos municípios de Colatina, Nova Venécia e Linhares.
Bloqueio de verbas
Em abril, o Ministério da Educação divulgou que todas as universidades e institutos federais teriam bloqueio de 30% na verba. Em maio, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) informou sobre a suspensão da concessão de bolsas de mestrado e doutorado.
De acordo com o Ministério da Educação, o bloqueio é de 24,84% das chamadas despesas discricionárias — aquelas consideradas não obrigatórias, que incluem gastos como contas de água, luz, compra de material básico, contratação de terceirizados e realização de pesquisas. O valor total contingenciado, considerando todas as universidades, é de R$ 1,7 bilhão, ou 3,43% do orçamento completo — incluindo despesas obrigatórias.
Em 2019, as verbas discricionárias representam 13,83% do orçamento total das universidades. Os 86,17% restantes são as chamadas verbas obrigatórias, que não deverão ser afetadas. Elas correspondem, por exemplo, aos pagamentos de salários de professores, funcionários e das aposentadorias e pensões.
Segundo o governo federal, a queda na arrecadação obrigou a contenção de recursos. O bloqueio poderá ser reavaliado posteriormente caso a arrecadação volte a subir. O contingenciamento, apenas com despesas não obrigatórias, é um mecanismo para retardar ou deixar de executar parte da peça orçamentária devido à insuficiência de receitas e já ocorreu em outros governos.
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revisado e postado por Urandir Martinez
fonte: g1.globo.com