The New Yooker Times Educação by G1
Não somos responsáveis pelo contingenciamento atual, diz ministro em sessão na Câmara   The New Yooker Times f4b7 weintraub plenario1200   urandir   EDUCACAO   Não somos responsáveis pelo contingenciamento atual, diz ministro em sessão na Câmara
Abraham Weintraub disse que prioridade é ensino básico, fundamental e técnico. Ele foi convocado no mesmo dia das manifestações de protestos contra o bloqueio de verbas no setor. Transmissão ao vivo: Ministro da Educação explica bloqueio de verbas das universidades
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse nesta quarta-feira (15), em sessão no plenário da Câmara dos Deputados, não ser responsável pelo atual contingenciamento (bloqueio) de verbas no setor.
Ele afirmou ainda que a prioridade do governo é o ensino básico, fundamental e técnico.
“Não somos responsáveis pelo contingenciamento atual”, afirmou, atribuindo a culpa ao governo da petista Dilma Rousseff, que tinha Michel Temer como vice. “Este governo, que tem quatro meses, não é responsável pela situação”, disse.
Weintraub afirmou que a educação apresentou uma “involução” nos últimos anos, declaração que provocou aplausos de deputados aliados do governo e vaias de oposicionistas.
“O orçamento atual foi feito pelo governo eleito Dilma Rousseff e Michel Temer, que era vice. Nós não votamos neles. Não somos responsáveis pelo desastre da educação brasileira. O sonho das pessoas é colocar os fihos na educação privada, não na pública”, declarou.
Convocado para falar sobre os bloqueios no orçamento das universidades, Weintraub afirmou que o ensino superior é uma área onde o país “está, entre aspas, bem”.
“Não estou querendo diminuir o ensino superior. Ao que a gente se propõe? Cumprir o plano de governo que foi apresentado. Prioridade é ensino básico, fundamental, técnico”, afirmou.
A sessão foi convocada para o mesmo dia em que são registradas manifestações contra o contingenciamento de verbas anunciado pelo Ministério da Educação (MEC). Houve atos de protesto em pelo menos 149 cidades de todos os estados e no Distrito Federal.
Universidades e escolas também fizeram paralisações após convocação de entidades ligadas a sindicatos, movimentos sociais e estudantis e partidos políticos.
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, durante exposição aos deputados no plenário da Câmara
Fernanda Calgaro / G1
Weintraub é o primeiro ministro do governo Jair Bolsonaro a ser convocado para uma “comissão geral”, sessão realizada no plenário, com todos os deputados, em vez de numa comissão, com um grupo restrito de parlamentares.
Logo no início da sua fala na tribuna, o ministro agradeceu a oportunidade para esclarecer “uma série de informações que foram distorcidas e estão gerando mal estar na sociedade”.
Weintraub começou a sua exposição apresentando números e dados sobre a educação no país, incluindo indicadores de alfabetização.
A convocação do ministro foi aprovada na terça-feira (14) por 307 votos a favor e 82 contra, o que evidenciou a falta de articulação do governo para barrar a sua vinda.
Descontente com a articulação política, a maior dos partidos orientou as bancadas a votarem a favor da convocação. Somente o PSL, partido de Bolsonaro, e o Novo foram contrários.
Há cerca de 40 dias no cargo, Weintraub causou polêmica ao anunciar o corte de verba de três universidades que tinham sido palco de manifestações públicas. Diante da reação, ele estendeu o bloqueio de 30% para todas as universidades e todos os institutos.
De forma reservada, auxiliares próximos do presidente Jair Bolsonaro ouvidos pelo Blog do Camarotti avaliam que o discurso mais incisivo do ministro da Educação acabou estimulando os atos desta quarta.
Nesta quarta-feira, nos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que os manifestantes que protestam contra o bloqueio de verbas da educação são “idiotas úteis” e “massa de manobra”. Estudantes reagiram à fala do presidente.

revisado e postado por Urandir Martinez
fonte: g1.globo.com