The New Yooker Times Educação by G1
O que se sabe e o que ainda falta esclarecer sobre o erro na correção do Enem 2019   The New Yooker Times bb7c enem2019 gabarito 2o dia   urandir   EDUCACAO   O que se sabe e o que ainda falta esclarecer sobre o erro na correção do Enem 2019
Segundo o ministro da Educação, Abraham Weintraub, o problema deve ser corrigido até esta segunda-feira (20). Infográfico mostra parte das notas do gabarito do Enem 2019 no 2º dia de provas, com questões de matemática e ciências da natureza.
Roberta Jaworsky/G1
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, e o presidente do instituto responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Alexandre Lopes, afirmaram no sábado (18) que houve “inconsistências” na correção dos gabaritos das provas aplicadas em 3 e 10 de novembro do ano passado. Segundo Weintraub, a falha ocorreu na transmissão das informações – quem fez prova de uma cor teve o gabarito corrigido como se fosse outra cor.
Weintraub afirmou que até esta segunda-feira (20) o problema será resolvido.
Confira abaixo perguntas e respostas sobre o caso:
Como ocorreu o erro na correção dos gabaritos?
Todos os gabaritos estão errados?
Quantas pessoas foram atingidas?
O que o MEC e o Inep estão fazendo para resolver o caso?
Quando o problema será resolvido?
Por que a nota é importante para os participantes?
A data do Sisu está mantida?
O que os participantes do Enem 2019 relatam?
É a primeira vez que ocorre erros no Enem?
1. Como ocorreu o erro na correção dos gabaritos?
De acordo com Weintraub, ministro da Educação, houve falha na transmissão da informação, o que fez com que alguns candidatos tivessem os gabaritos corrigidos como se fosse outra prova.
“Nós encontramos inconsistências na contabilização e correção da segunda prova do Enem do ano passado. Um grupo muito pequeno de pessoas teve o gabarito trocado quando foram fechados os envelopes”, afirmou.
Assim, quem fez a prova cinza, por exemplo, foi avaliado como se tivesse feito a amarela. No cruzamento dos dados, as respostas não bateram e a nota caiu.
2. Todos os gabaritos estão errados?
No sábado, Weintraub e Alexandre Lopes, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), afirmaram que o erro ocorreu na correção das provas do segundo dia. De acordo com o ministro, o erro atingia “um grupo muito pequeno”.
No domingo, o Inep informou que está revisando as notas dos dois dias de provas do Enem 2019.
As provas do Enem 2019 aconteceram nos dias 3 e 10 de novembro. No primeiro dia, os inscritos realizaram as provas de linguagens e de ciências humanas, além da redação. No segundo, as questões eram de matemática e de ciências da natureza.
3. Quantas pessoas foram atingidas?
Ainda não está claro. Quando a falha foi revelada, Weintraub afirmou que o erro atingiu “alguma coisa como 0,1%” dos candidatos que prestaram o exame – o equivalente a 3,9 mil candidatos.
Depois, Lopes falou que o erro poderia ter afetado “até” 1% – 39 mil pessoas. Ao fim, afirmou que “não chega a 9 mil”.
Concretamente, o erro já foi identificado em quatro provas de candidatos de Viçosa (MG), segundo Lopes. Ele admite, no entanto, que a falha pode estar presente em outros estados.
Ao todo, 3,9 milhões de pessoas fizeram o Enem 2019.
4. O que o MEC e o Inep estão fazendo para resolver o caso?
De acordo com o governo, uma força-tarefa foi montada para revisar as notas. Alexandre Lopes, presidente do Inep, afirmou no sábado (17) que o instituto está “rodando o banco de dados para identificar inconsistências” na correção.
O Inep criou um email para os candidatos que se sentirem prejudicados enviarem seus relatos. O endereço é enem2019@inep.gov.br. Os depoimentos devem ser enviados até as 10h desta segunda, com nome completo e CPF.
5. Quando o problema será resolvido?
Segundo Weintraub, ministro da Educação, a rechecagem estará concluída até esta segunda-feira (20). Ele afirmou que nenhum candidato será prejudicado.
6. Por que a nota é importante para os participantes?
O desempenho no Enem é critério para concorrer a vagas em universidades públicas e particulares – incluindo instituições em Portugal –, e também para ter acesso a programas de apoio ao estudante, com financiamento e bolsas de estudo.
Entre eles, está o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece 237 mil vagas em universidades federais em todo o país.
Além do Sisu, a nota do Enem pode ser usada no Programa Universidade para Todos (Prouni), que oferece bolsas de estudo parciais e integrais em universidades particulares, e o Financiamento Estudantil (Fies), que financia o pagamento de mensalidades.
7. A data do Sisu está mantida?
Até as 9h40 da manhã desta segunda-feira (20), o governo afirma que a data do Sisu está mantida. O período de inscrições vai de terça-feira (21) a sexta-feira (24).
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8. O que os participantes do Enem 2019 relatam?
Quem levou o rascunho do gabarito para casa pode conferir os acertos quando o Inep divulgou o resultado oficial, ainda em novembro. Com base no número de acertos, eles estimavam a nota.
Na sexta-feira (17), assim que as notas individuais do Enem 2019 foram divulgadas, relatos de avaliações diferentes entre candidatos que tiveram o mesmo número de acertos ou notas próximas a zero com número alto de acertos começaram a aparecer nas redes sociais.
Questionado pela TV Globo, o Inep informou que as notas eram calculadas com base na Teoria de Resposta ao Item (TRI). Esta metodologia avalia se o estudante acertou as questões fáceis e difíceis ou só as difíceis, por exemplo – uma espécie de método “antichute” – em vez de só contabilizar o número de acertos.
Mas, candidatos ouvidos pelo G1 afirmam que o erro extrapola a variação de notas da TRI: houve quem acerou 36 questões entre as 45 e teve nota 350 – algo próximo ao mínimo do Enem. Outra participante disse que acertou 35 das 45 questões e teve nota 386,9. Confira aqui os relatos.
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9. É a primeira vez que ocorre erros no Enem?
Não. Além do erro nas correções, a edição de 2019 teve também o vazamento de uma das páginas da prova durante o dia do exame, em 3 de novembro. De acordo com o MEC, um aplicador de provas vazou a foto da folha de redação do Enem 2019 antes do final das provas. O ministro da Educação disse que o fato não interferiu no exame, porque o vazamento ocorreu quando todos os candidatos já estavam dentro das salas de aulas.
Em 2009, a prova chegou a ser roubada e o Enem teve que ser remarcado. Em 2010 e 2011 houve erros de impressão, com perguntas repetidas. Em 2012, com a divulgação dos espelhos da redação (digitalização dos textos), pode ser comprovado que os estudantes inseriam trechos que fugiam do tema – como o hino do Palmeiras ou a receita de miojo. A partir de então, “fuga do tema” passou a ser critério para zerar a nota.
Em 2014, houve vazamento do tema da redação pelo menos uma hora e 13 minutos antes do início do exame. Naquela edição, o tema foi “Publicidade infantil no Brasil”. Em 2015 houve boatos de vazamento das provas, mas sem comprovação. Em 2016, a Polícia Federal prendeu duas pessoas flagradas com materiais de apoio para produzir uma redação sobre o tema cobrado no Enem daquele ano. Em 2017, duas pessoas saíram do local de provas com o caderno de questões antes do horário permitido.
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Em 2019, a gráfica que imprimia a prova do Enem, a RR Donnelley, faliu, e o Inep constrou uma substituta sem licitação. A Valid Soluções S.A., foi contratada pelo valor global de R$ 151,7 milhões. Ela se tornou responsável pela diagramação, manuseio, embalagem, impressão, rotulagem e entrega dos cadernos de provas para os Correios. De acordo com o governo, o erro na correção da prova neste ano foi na transmissão de informações da gráfica.
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revisado e postado por Urandir Martinez
fonte: g1.globo.com