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   urandir   EDUCACAO   Paralisações afetam aulas em escolas e universidades em ao menos 24 capitais do país
Escolas e universidades amanheceram fechadas em ao menos 24 capitais. Houve registro de adesão à paralisação nacional em todos os estados e no DF. Escolas de Fortaleza estiveram sem aulas durante a manhã desta sexta (14).
Natinho Rodrigues/G1
Os protestos e paralisações desta sexta-feira (14) contra os cortes do governo na educação e contra a reforma da Previdência afetaram as aulas em escolas e universidades em todo o país.
Um levantamento do G1 aponta que em 24 capitais foram registradas a suspensão das aulas em ao menos uma instituição da rede pública estadual, municipal ou nas universidades.
As exceções são Manaus, onde houve manifestação de professores da universidade federal e da rede municipal, mas os atos não afetaram as aulas; Vila Velha, com aulas mantidas na rede estadual e no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes); Campo Grande, que estava com ponto facultativo devido a um feriado.
Confira a situação até as 13h desta sexta:
Acre
Na capital, Rio Branco, a paralisação ocorreu na Universidade Federal do Acre (Ufac).
O Instituto Federal do Acre (Ifac) também participa do ato. Nos municípios de Xapuri e Tarauacá, as atividades estão 100% suspensas, em Sena Madureira está funcionando 100% e em Rio Branco e Cruzeiro do Sul está funcionando parcialmente. Alguns professores aderiram à paralisação e outros estão dando aula. O prédio da reitoria está fechado.
Em Cruzeiro do Sul, no interior do estado, 55 escolas não tiveram aulas – 43 municipais e 12 estaduais.
Alagoas
Em Maceió, professores e estudantes do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) e da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) aderiram à greve. Os campi nas universidades estiveram praticamente vazios durante a manhã. No Centro de Pesquisas Aplicadas (Cepa) também não teve aulas. Estudantes e professores da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) também aderiram à paralisação.
Amapá
Em Macapá, professores, técnicos e um grupo de estudantes da universidade federal (Unifap) fizeram ato a partir das 9h. As aulas na instituição foram suspensas, segundo o sindicato dos docentes.
Amazonas
Em Manaus, houve manifestação de professores da universidade federal e da rede municipal, mas os atos não afetaram as aulas.
Bahia
As escolas estaduais e municipais de Salvador estiveram fechadas na manhã desta sexta.
Ceará
Em Fortaleza, as escolas públicas amanheceram fechadas. Na Universidade Federal do Ceará (UFC) não houve aula pela manhã.
Distrito Federal
Em Brasília, as escolas públicas ficaram sem aula. A Secretaria de Educação não informou o número de escolas fechadas.
A Universidade de Brasília também não teve aula. Estudantes, professores e servidores aderiram à paralisação. Uma das entradas do Instituto Central de Ciências (ICC) Norte foi fechada com cadeados, e uma barricada de cadeiras foi montada.
Espírito Santo
Em Vila Velha, as aulas foram mantidas na rede estadual e no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes).
Em Cariacica, os professores aderiram à paralisação e vão repor as aulas aos sábado. Já a Secretaria de Estado de Educação (Sedu) garantiu que as aulas nas escolas públicas estaduais estão mantidas, cumprindo o calendário letivo.
Goiás
Em todo o estado, cerca de 900 colégios dos 1,1 mil da rede estão fechados, segundo estimativa do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), que representa os servidores da rede estadual.
Em Goiânia, os colégios deixaram comunicados na porta justificando que estão parados por causa de ato nacional. A Secretaria Municipal de Educação (SME) informou que 50% das instituições de ensino estavam fechadas.
Maranhão
Em todo o estado, as aulas em escolas estaduais e na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) foram suspensas, segundo a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) e a Associação de Professores da Universidade Federal do Maranhão (Apruma).
Mato Grosso
O Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE/MT) informou que 16 das 19 unidades do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) vão paralisar as atividades.
O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep) também disse que os servidores paralisaram as atividades. No entanto, os profissionais já estão em greve no estado há 18 dias, cobrando reajuste salarial de 7,69%, conforme um acordo feito há cinco anos, além de melhores condições de trabalho.
A Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (Adufmat), professores de alguns campi da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e o Sindicato dos servidores do Detran (Sinetran) também paralisaram as atividades ao longo desta sexta-feira.
Mato Grosso do Sul
Em Campo Grande, não teve aula nas rede pública municipal, estadual, e na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, porque nesta sexta era ponto facultativo devido a um feriado.
Minas Gerais
Em Belo Horizonte, as aulas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foram afetadas.
As aulas foram afetadas no Sul do estado. Escolas e centros municipais de educação infantil (Cemei) de algumas cidades do Sul de Minas comunicaram a suspensão parcial ou total das aulas em algumas unidades nesta sexta-feira (14).
Pará
Em Belém, algumas escolas e universidades particulares também fizeram paralisação nesta sexta-feira.
Paraíba
Em João Pessoa, os colégios particulares estão sem aulas nesta sexta-feira para cumprimento da segunda assembleia geral da categoria em 2019. As escolas municipais também estão sem aulas. O Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação do Estado da Paraíba (Sintep) diz que todos os professores da rede pública pararam as atividades nesta sexta.
A Universidade Federal da Paraíba (UFPB), a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e o Instituto Federal da Paraíba (IFPB) estão sem aulas nesta sexta.
Paraná
Em Curitiba, 10% das escolas municipais aderiram à paralisação, de acordo com a prefeitura.
Na rede estadual, 60% dos professores das escolas estaduais aderiram à greve, com paralisação total ou parcial em 80% das 2,2 mil escolas do Paraná, segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Paraná (APP-Sindicato).
No interior, as aulas foram suspensas na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), em Foz do Iguaçu e Cascavel, na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Em Paranavaí, as atividades no Instituto Federal do Paraná (IFPR) foram paralisadas. Na capital, as aulas da Universidade Federal do Paraná foram mantidas, segundo a instituição.
Pernambuco
Nas universidades do estado, as aulas foram suspensas na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e Faculdade Frassinetti do Recife (Fafire).
Em Recife, 184 escolas não funcionaram na manhã desta sexta (14), o que corresponde a 59% das unidades da rede municipal. Houve funcionamento parcial em 98 escolas (32%) e normal em cinco escolas (2%). A pasta não conseguiu contato com 23 unidades de ensino (7%).
A Secretaria de Educação de Pernambuco não informou qual o impacto da mobilização da rede pública estadual.
Piauí
As aulas na rede estadual foram suspensas e os professores começaram uma greve por tempo indeterminado nesta sexta.
Em Teresina, as aulas foram mantidas na rede municipal.
Na Universidade Estadual do Piauí também houve adesão dos professores à paralisação, segundo a Associação dos Docentes da Uespi (Adcesp), assim como na Universidade Federal do Piauí, de acordo com a Associação dos Docentes da Ufpi (Adufpi). Aulas em alguns cursos das duas instituições estão suspensas nesta sexta-feira.
Rio de Janeiro
No Rio, escolas e universidades estão com as aulas suspensas nesta sexta-feira.
Na rede municipal, houve adesão de 8,32% dos professores, segundo a Secretaria Municipal de Educação. O Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (SinproRio) informou que a orientação que deu aos docentes é pela adesão à paralisação.
Nos colégios particulares, algumas instituições também suspenderam as aulas.
Rio Grande do Norte
Em Natal, as escolas públicas não terão aula em nenhum dos turnos desta sexta-feira (14), segundo o Sindicato dos Servidores da Educação. A associação de docentes da UFRN e servidores de outras universidades do estado também aderiram ao movimento e estão paralisados. De acordo com os servidores da educação, os protestos também são contra o contingenciamento dos recursos da Educação.
Rio Grande do Sul
Em Porto Alegre, a reitoria da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) determinou a suspensão das aulas no campus da instituição. Alunos e professores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) aderiram à manifestação, de acordo com o Assufrgs Sindicato.
Na rede pública estadual, 89 instituições estão paralisadas. Na rede pública municipal da capital, são 5 as escolas com aulas suspensas. As escolas particulares também fecharam as portas devido à adesão dos professores.
Rondônia
Na capital, Porto Velho, as aulas foram paralisadas nos campi da Universidade Federal de Rondônia (Unir), nos campi Calama e Guajará-Mirim do Instituto Federal de Rondônia (Ifro) e em algumas escolas estaduais e municipais.
Oito escolas municipais e estaduais tiveram as aulas totalmente paralisadas em Vilhena. Outras instituições de ensino ficaram apenas parcialmente sem aulas.
Roraima
Em Boa Vista, as duas entradas da Universidade Federal de Roraima (UFRR) também foram trancados. Escolas também aderira à paralisação.
Santa Catarina
Em Florianópolis, estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) bloquearam as entradas da instituição até as 12h. Eles manifestam contra os bloqueios de verbas por parte do governo federal. No site da instituição, foram divulgados os serviços comprometidos por conta do ato.
Estudantes da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) também saíram em protesto e chegaram a interromper o trânsito em uma passeata realizada por volta das 7h30.
São Paulo
Em todo o estado, as escolas registraram 8,9% de ausências de professores, segundo a Secretaria Estadual da Educação. O sindicato que representa os professores da rede municipal de São Paulo disse que vai aderir à greve nesta sexta-feira.
Sergipe
Em Aracaju, as escolas municipais estão fechadas e apenas as creches estão funcionando. Na rede estadual, 86% das instituições estão fechadas.
No ensino superior, a Universidade Federal de Sergipe (UFS) está sem aula.
Tocantins
Em Palmas, portões foram fechados na Universidade Federal de Tocantins (UFT) e houve protesto.
Na rede municipal de ensino em Palmas, quatro escolas aderiram à paralisação e não abriram as portas nesta sexta.
Segundo a Secretaria Estadual da Educação (Seduc), apenas uma escola em Dianópolis, sudeste do estado, aderiu à paralisação nacional.

revisado e postado por Urandir Martinez
fonte: g1.globo.com