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Advogado de Assange diz que Trump propôs perdoar fundador do WikiLeaks se ele inocentasse Rússia   The New Yooker Times 1d9c 2020 02 19t163558z 1662544542 rc2s3f9lstl4 rtrmadp 3 britain assange   urandir   MUNDO   Advogado de Assange diz que Trump propôs perdoar fundador do WikiLeaks se ele inocentasse Rússia
Segundo defensor, congressista republicano levou recado à embaixada do Equador em Londres em 2017. Caso Assange dissesse que russos não estavam por trás dos vazamentos de emails do Partido Democrata e de Hillary Clinton, teria perdão ou ‘outra saída’, afirma. O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, deixa a Corte de Magistrados de Westminster, em Londres, em 13 de janeiro
Reuters/Simon Dawson
Um advogado de Julian Assange disse nesta quarta-feira (19) que o fundador do WikiLeaks recebeu uma proposta de ser perdoado pelo governo Trump, em 2017, se concordasse em dizer que a Rússia não estava envolvida em vazar e-mails do Comitê Nacional Democrata (DNC, na sigla em inglês) durante a campanha eleitoral de 2016 nos EUA.
Assange está lutando contra a extradição para os Estados Unidos sob acusação de espionagem, e sua audiência deve começar na próxima semana. Segundo seu advogado, ele pretende incluir o relato da proposta em seu depoimento.
Numa audiência preliminar, o advogado Edward Fitzgerald disse que, em agosto de 2017, o então congressista republicano Dana Rohrabacher visitou Assange na embaixada do Equador em Londres, onde ele morava.
Fitzgerald disse que uma declaração de outra advogada de Assange, Jennifer Robinson, revelou que “o Sr. Rohrabacher foi ver Assange e disse que, por instruções do presidente, estava oferecendo perdão ou outra saída, se Assange … dissesse que a Rússia não tinha nada a ver com os vazamentos do DNC”.
A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da agência Associated Press sobre o assunto.
E-mails comprometedores para a campanha presidencial dos democratas e de Hillary Clinton foram hackeados antes de serem publicados pelo WikiLeaks em 2016.
A juíza distrital Vanessa Baraitser disse que as evidências são admissíveis no caso de extradição.
Assange apareceu no tribunal de Londres de Magistrados de Westminster na quarta-feira por um link de vídeo da prisão de Belmarsh, onde está detido enquanto aguarda sua audiência de extradição.
Os promotores dos EUA acusam o australiano de 48 anos de usar hackers do WikiLeaks para espionar centenas de milhares de documentos confidenciais do governo americano. Se considerado culpado, ele pode pegar até 175 anos de prisão.
Ele argumenta que estava atuando como jornalista com direito à proteção da Primeira Emenda da Constituição americana.
Assange passou sete anos na embaixada do Equador depois de se esconder ali em 2012, para evitar um processo na Suécia sobre alegações de abuso sexual sem conexão com o caso americano.
Assange foi expulso da embaixada em abril de 2019 e foi preso pela polícia britânica por não pagar fiança em 2012. Em novembro, a Suécia arquivou a investigação de crimes sexuais porque ela prescreveu.
Não há um fim rápido à vista para a longa saga legal de Assange. Sua audiência de extradição deve começar com uma semana de discussões legais a partir de segunda-feira. Ela será retomada em maio, e uma decisão deve levar vários meses, com o lado perdedor provavelmente apelando.

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fonte: g1.globo.com revisão Urandir Martinez