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Anistia Internacional diz que mais de 200 morreram em protestos no Irã; governo nega   The New Yooker Times fe5c ap19320662767632   urandir   MUNDO   Anistia Internacional diz que mais de 200 morreram em protestos no Irã; governo nega
Poder Judiciário iraniano chamou os números de ‘mentiras absolutas’ publicadas por ‘grupos hostis’. Trump fez apelo para comunidade internacional prestar atenção na onda de protestos. Foto de arquivo mostra protesto contra aumento no preço da gasolina em Sari, no norte do Irã
Mostafa Shanechi/ISNA via AP
A Anistia Internacional divulgou na segunda-feira (2) um balanço que indica que mais de 200 pessoas morreram durante os protestos no Irã, que começaram em 15 de novembro após a alta no preço dos combustíveis.
Nesta terça, o Poder Judiciário do iraniano chamou os números de “mentiras absolutas” publicadas por “grupos hostis”.
“Anuncio explicitamente que os números e dados divulgados por grupos hostis são mentiras e que as estatísticas têm sérias divergências com o que anunciaram. São números fabricados, são mentiras”, disse o porta-voz do Poder Judiciário, Gholamhossein Esmaili.
As listas de vítimas divulgadas pela ONG incluem “nomes de pessoas que estão vivas e de outras que morreram de causas naturais”, ainda de acordo com o porta-voz.
“O balanço real da repressão é aparentemente superior a 208 mortos”, afirmou a ONG, ao destacar que os números são baseados em “informações confiáveis”.
Em um balanço anterior, a Anistia já tinha afirmado que as forças de segurança iranianas reprimiram os manifestantes com armas de fogo, canhões de água e gás lacrimogênio, além de espancar pessoas com cassetetes.
Nesta terça, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã está matando milhares de pessoas por protestar e cobrou a comunidade internacional a prestar mais atenção à situação.
“O Irã está matando talvez milhares e milhares de pessoas agora, enquanto falamos, é por isso que eles cortam a internet para que as pessoas não possam ver o que está acontecendo”, disse Trump durante visita a Londres para uma cúpula da Otan.
“É uma coisa terrível e o mundo precisa fica de olho”, declarou.
Onda de protestos
Protestos mergulham Irã na pior crise política em 40 anos
Os protestos no Irã começaram em 15 de novembro após o regime de Hassan Rouhani anunciar o aumento de 50% no preço da gasolina, limitado a 60 litros por mês — além de um reajuste de 300% para os litros adicionais.
Porém, rapidamente os manifestantes passaram a exigir a saída dos principais líderes do país. Os protestos já podem ser os maiores protestos antigoverno nos 40 anos de história da República Islâmica.
A economia iraniana sofre o impacto das sanções impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após retirar o seu país do Acordo Nuclear de 2015. As medidas levaram ao colapso das exportações de petróleo do Irã, à desvalorização do rial (moeda local) e ao aumento dos preços de itens básicos.
Rouhani afirmou que tomou a decisão de aumentar o preço do combustível “em prol do interesse público” e que o dinheiro gerado seria distribuído entre a população mais pobre.
As manifestações foram acompanhadas por incêndios e ataques a delegacias, postos de gasolina, centros comerciais, mesquitas e sedes de organismos públicos. Rapidamente, elas atingiram várias cidades do país. O governo chegou a interromper a conexão internet em uma tentativa de desmobilizar os manifestantes.

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fonte: g1.globo.com revisão Urandir Martinez