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No dia seguinte ao incêndio que destruiu parcialmente a Catedral de Notre-Dame de Paris, a solidariedade parecia ter sensibilizado as maiores fortunas da França. No entanto, entre as promessas de doações que chegaram a € 850 milhões, apenas 9% foram cumpridas. Bombeiros ainda trabalhavam na Notre-Dame no dia seguinte ao incêndio que destruiu parcialmente a catedral em Paris
Yves Herman/Reuters
No dia seguinte ao incêndio que destruiu parcialmente a Catedral de Notre-Dame de Paris, a solidariedade parecia ter sensibilizado as maiores fortunas da França. No entanto, entre as promessas de doações que chegaram a € 850 milhões, apenas 9% foram cumpridas.
A informação foi revelada pela rádio France Info nesta sexta-feira (14). Segundo o Ministério da Cultura da França, as doações recebidas até o momento chegam a € 80 milhões.
O montante que chegou aos cofres das fundações que gerenciam o patrimônio francês corresponde a pequenas doações particulares, sob forma de cheques, transferências e até mesmo dinheiro vivo. Segundo a France Info, muitos doadores também decidiram recuar, ao perceberem o grande sucesso da mobilização em prol da catedral.
O ministro francês da Cultura, Franck Riester, tentou minimizar a situação, em entrevista ao canal France 2 nesta sexta-feira. “O que acontece é que pode haver pessoas que prometem, mas, no final, não realizam a doação. Mas, sobretudo – e isso é normal – as doações serão feitas progressivamente em função da evolução das obras”, afirmou.
Doações “ainda são bem-vindas”
Riester sublinhou que a “onda de generosidade deve continuar” e que “as doações ainda são evidentemente bem-vindas”. O ministro também explicou que grandes mecenas como as famílias Arnault e Pinault – que prometeram, respectivamente, € 200 milhões e € 100 milhões – querem saber o que será feito com o dinheiro que se engajaram a doar. Isso impede que o Estado possua o dinheiro antes que a reconstrução do monumento seja iniciada.
Entretanto, segundo Riester, as obras ainda não puderam começar porque a igreja ainda passa por trabalhos de segurança para evitar desmoronamentos. De acordo com o ministro, essa parte da reforma pode demorar semanas antes que a reconstrução da catedral seja iniciada.
Enquanto isso, os investigadores continuam a trabalhar sobre a causa do incêndio. A igreja e seus arredores continuam fechados para a frequentação. A primeira missa após a tragédia de 15 de abril será celebrada neste sábado (15) para um pequeno grupo de religiosos, em uma capela da Notre-Dame que não foi atingida pelas chamas.

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fonte: g1.globo.com revisão Urandir Martinez