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Ataque de mísseis deixa dezenas de feridos em aeroporto da Arábia Saudita   The New Yooker Times 917b 000 1hg2p6   urandir   MUNDO   Ataque de mísseis deixa dezenas de feridos em aeroporto da Arábia Saudita
O míssil atingiu o saguão de desembarque do aeroporto, que é usado em rotas domésticas e regionais, e deixou 26 pessoas feridas. Grupo houthi, do Iêmen, reivindicou a autoria. Aeroporto de Abha, na Arábia Saudita.
AFP
Um ataque de mísseis comandado por forças houthis iemenitas nesta quarta-feira (12) ao aeroporto de Abha, na Arábia Saudita, deixou 26 feridos, informou a agência de notícias Reuters.
Entre os atingidos estão três mulheres e duas crianças, de nacionalidades saudita, iemenita e indiana, disseram as autoridades. Oito pessoas foram hospitalizadas e as outras têm machucados leves.
O reino árabe e os rebeldes houthis são adversários no conflito do Iêmen, que começou há cerca de 5 anos e já causou uma crise humanitária no país. Os houthis são, por sua vez, alinhados com o Irã.
O conflito no Iêmen já causou uma crise humanitária no país. Na foto, uma paciente com cólera recebe atendimento na cidade de Islim, no noroeste do país, no dia 9 de junho.
Eissa Alragehi/Reuters
Para a coalizão militar liderada pelos sauditas no Iêmen, o ataque de quarta (12), que poderia vir a ser um crime de guerra, provou o apoio do Irã ao que chamou de terrorismo através das fronteiras. Em comunicado, afirmou que vai responder de forma “firme” ao ato.
“Este ataque também prova que a milícia terrorista adquiriu novas armas especiais, [além de provar] o contínuo apoio e a prática do terrorismo transfronteiriço pelo regime iraniano”, disse o comunicado.
A autoria do ataque foi reivindicada pelos houthis em seus canais de mídia. O Irã não se pronunciou imediatamente. O país persa recebe, nesta quarta-feira, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, que tenta mediar as tensões no Golfo entre iranianos e os Estados Unidos.
Placa para o aeroporto de Abha, no sudoeste da Arábia Saudita, que foi atingido por um míssil nesta quarta-feira (12).
AFP
De acordo com o comunicado da coalizão, o míssil atingiu o saguão de desembarque do aeroporto, que é usado em rotas domésticas e regionais e fica a cerca de 200km da fronteira da Arábia Saudita com o Iêmen.
O tráfego aéreo funciona normalmente, segundo informou à Reuters o órgão de aviação civil do reino árabe.
Já o centro de mídia houthi afirmou que o míssil destruiu a torre de controle. O porta-voz da coalizão não respondeu imediatamente a um pedido de comentário e a Reuters não pôde verificar a alegação de forma independente.
Aeroporto de Abha, na Arábia Saudita.
AFP
Um porta-voz militar do grupo iemenita disse que o ataque de quarta (12) foi uma resposta aos “crimes” da coalizão contra o Iêmen. “Os sistemas americanos mais modernos não conseguiram interceptar o míssil”, afirmou em comentários feitos pelo centro de mídia do grupo.
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Na terça-feira (11), também por meio de um porta-voz, o grupo rebelde iemenita afirmou que atacaria todos os aeroportos da Arábia Saudita — e que os próximos dias revelariam “grandes surpresas”.
Embates
Apoiadores do movimento houthi, no Irã, rezam pelo Eid al-Fitr, que marca o fim do mês sagrado do Ramadã, em Sana’a, capital do Iêmen, no dia 5 de junho.
Mohamed al-Sayaghi/Reuters
Os houthis já atacaram cidades sauditas com drones e mísseis, a maioria dos quais foi interceptada. Em março de 2018, um egípcio foi morto em Riad, na Arábia Saudita, por estilhaços de mísseis.
O porta-voz houthi não respondeu de forma imediata, entretanto, quando questionado se o projétil desta quarta-feira (12) havia sido interceptado pelos mísseis Patriot da Arábia Saudita antes de atingir o aeroporto.
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A aliança liderada pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos interveio no Iêmen em 2015 para tentar restaurar o governo internacionalmente reconhecido que foi expulso do poder na capital, Sana’a, pelos houthis no final de 2014. Outros países, como Egito e Bahrein, também fazem parte da coalizão. Ambos manifestaram apoio aos sauditas nesta quarta-feira (12).
O rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdulaziz.
Bandar Algaloud/Courtesy of Saudi Royal Court/Handout via Reuters
O ataque ocorreu em meio a um cenário de alta tensão entre os Estados Unidos e o Irã, depois da decisão de Washington de endurecer as sanções contra Teerã e reforçar sua presença militar no Golfo.
No mês passado, dois ataques de drones armados atingiram estações de petróleo da Arábia Saudita, que foram reivindicadas pelos houthis. A Arábia Saudita acusou o Irã de ordenar o ataque — mas Teerã e os rebeldes negam.
A Arábia Saudita é o maior exportador de petróleo do mundo
AFP
O conflito é amplamente visto na região como uma guerra indireta entre a Arábia Saudita e o Irã. Os houthis negam ser marionetes do país persa e dizem que sua revolução é contra a corrupção.
A escalada da violência pode ameaçar uma frágil iniciativa de paz liderada pela ONU na cidade portuária de Hudeida, no Iêmen, que administra a maior parte das importações comerciais e de ajuda ao país empobrecido e é uma tábua de salvação para milhões de iemenitas.

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fonte: g1.globo.com revisão Urandir Martinez