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Barcelona tem novo dia de protesto por independência da Catalunha   The New Yooker Times a3fc protesto barcelona1   urandir   MUNDO   Barcelona tem novo dia de protesto por independência da Catalunha
Após conflitos da véspera deixarem mais de 180 feridos, cidade entra no 6º dia consecutivo de atos motivados pela condenação de líderes separatistas. Manifestantes levam faixa durante protesto a favor da independência da Catalunha em Barcelona neste sábado (19). Na faixa, as frases: ‘Chega de repressão! Liberdade para os presos políticos. Dissolução do Brimo. Renúncia de Buch’
Albert Gea/Reuters
Manifestantes favoráveis à independência da Catalunha deram início neste sábado (19) ao 6º dia seguido de protestos em Barcelona. As primeiras imagens do ato já mostravam cenas de confronto entre polícia e manifestantes.
O grupo independentista de extrema-esquerda Arran convocou a nova manifestação na praça Urquinaona de Barcelona, epicentro dos distúrbios de sexta-feira (18). A convocação foi feita após eles denunciarem a ação das forças de segurança, que realizaram 83 detenções.
Confronto entre policiais e manifestantes no início do protesto pró-independência da Catalunha neste sábado (19), em Barcelona
Jon Nazca/Reuters
Desde cedo o policiamento foi reforçado para evitar confusão.
Os manifestantes apoiam a independência da Catalunha e protestam contra a condenação de nove líderes do movimento pró-independência da região.
Apesar de a situação parecer estar mais sob controle neste sábado, a Guarda Urbana de Barcelona orientou que os comerciantes da área próxima aos protestos não abram as portas.
Confronto entre policiais e manifestantes no início do protesto pró-independência da Catalunha neste sábado (19), em Barcelona
Lluiz Gene/AFP
Sem diálogo
Ainda neste sábado, o governo espanhol rechaçou pedidos do chefe regional pró-independência da Catalunha por conversas sobre a onda de violência gerada pela prisão de líderes separatistas.
Barcelona teve sua pior noite de distúrbios em décadas, na sexta-feira, com jovens mascarados bloqueando ruas com latas de lixo em chamas e pedras arremessadas contra forças de segurança, que responderam com granadas de fumaça e gás lacrimogêneo.
O presidente da Catalunha, Quim Torra, afirmou que a violência não reflete a natureza pacífica do tradicional movimento pela independência da Catalunha e pediu discussões com Madri.
O primeiro-ministro Pedro Sánchez disse que Torra precisa, primeiro, condenar inequivocamente as perturbações.
Mulher entrega flores a um policial em frente à sede da Polícia Nacional em Barcelona, contrária à violência dos protestos
Jon Nazca/Reuters
Clássico Barcelona-Real Madrid adiado
Por causa da tensão na Catalunha, o clássico Barcelona-Real Madrid, da 10ª rodada do campeonato espanhol, programado para o dia 26 de outubro na capital catalã, foi adiado para uma data que ainda será definida pelos clubes.
O comitê de competição, órgão disciplinar da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), concordou com o “adiamento do jogo previsto para o dia 26 de outubro de 2019 devido a causas excepcionais”, afirma a decisão anunciada nesta sexta-feira.
Manifestante se aglomeram em praça de Barcelona diante de carros da polícia no protesto deste sábado (19)
Josep Lago/AFP
Pena de prisão e início dos protestos
Na segunda (14), a Suprema Corte da Espanha condenou nove líderes da tentativa frustrada de independência da Catalunha a penas de prisão que vão de 9 a 13 anos por sedição (uma forma mais branda de rebelião contra autoridade). Outros três réus foram absolvidos da acusação de malversação de dinheiro público e não foram condenados à prisão.
Lideranças do movimento pró-independência da Catalunha, que tem 7,5 milhões de habitantes, convocaram manifestantes e foram prontamente atendidas. Vários protestos estouraram diariamente desde então, culminando com os atos desta sexta.
Nas ruas de Barcelona, como no resto da região, a questão da independência divide. Segundo a última pesquisa publicada em julho pelo governo regional, 44% da população é a favor da independência, enquanto 48,3% é contra.

Editoria de Arte/G1

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fonte: g1.globo.com revisão Urandir Martinez