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Curdos rejeitam zona de segurança sob controle turco na Síria   The New Yooker Times 87a4 kobani   urandir   MUNDO   Curdos rejeitam zona de segurança sob controle turco na Síria
Dirigente curdo afirma que segurança de linha de demarcação entre a Turquia e o norte da Síria só pode ser garantida por forças de segurança da ONU. Imagem de arquivo mostra curdos observando fumaça em cidade síria de Kobani, perto de fronteira com a Turquia
REUTERS/Umit Bektas
Os curdos da Síria rejeitam a criação de uma “zona de segurança” sob controle da Turquia no norte do país, segundo declarou nesta quarta-feira (16) à AFP um alto cargo da administração semiautônoma da minoria curda.
Na avaliação do dirigente curdo Aldar Khalil, a Turquia não é “neutra” e “não pode ser uma garantia de segurança”.
“Pode haver uma linha de demarcação entre a Turquia e o norte da Síria, com forças de manutenção de paz da ONU. Qualquer outra decisão é inaceitável “, afirmou o dirigente curdo Aldar Khalil.
Há vários anos a Turquia pressiona pela criação de uma “zona de segurança”, mas essa ideia até agora foi rejeitada, inclusive pelo antecessor de Donald Trump na presidência dos EUA, Barack Obama.
A opção voltou à tona depois que Trump evocou a ideia de criação de uma “zona de segurança de 32 km” em um tuíte no domingo (13).
O governo turco aproveitou rapidamente a oportunidade e declarou que a extensão dessa área poderia até ser maior do que os 32 km mencionados por Trump.
Após uma conversa por telefone com Trump, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, explicou que a Turquia pode se encarregar de estabelecer essa zona de segurança entre a fronteira turca e as posições das Unidades de Proteção Popular (YPGs), a milícia curda.
Mas sua criação implicaria que as Unidades de Proteção Popular (YPG) concordassem em deixar as posições que ocupam ao longo dos 900 km da fronteira entre a Turquia e a Síria.
As YPG são um grupo de milícias curdas, que Ancara considera “terrorista”. Porém, elas receberam apoio de Washington na luta contra a organização extremista Estado Islâmico (EI).
“Trump quer criar zonas de segurança em cooperação com a Turquia, mas qualquer presença turca vai mudar o equilíbrio [da região], que não será segura”, afirmou Khalil.
Em meados de dezembro, a Turquia ameaçou deflagrar uma nova ofensiva contra as YPGs. Aliado dos Estados Unidos na luta contra o Estado Islâmico (EI), esse grupo é considerado uma “organização terrorista” por Ancara.

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fonte: g1.globo.com revisão Urandir Martinez