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Em tensão com o Irã, EUA anunciam envio de cerca de 1 mil militares ao Oriente Médio   The New Yooker Times f948 2019 06 13t125430z 246758360 rc1c85c5efe0 rtrmadp 3 mideast tanker 1    urandir   MUNDO   Em tensão com o Irã, EUA anunciam envio de cerca de 1 mil militares ao Oriente Médio
Mais cedo, o Pentágono divulgou imagens que, segundo o governo norte-americano, provam a participação do Irã no incidente com petroleiros no Golfo de Omã. Navio petroleiro que supostamente foi atacado nesta quinta-feira (13), no golfo do Omã.
Isna/Handout via Reuters
Os Estados Unidos vão enviar cerca de 1 mil militares adicionais ao Oriente Médio, informou o Pentágono nesta segunda-feira (17). O anúncio veio em meio ao acirramento da crise entre os EUA e o Irã.
Em comunicado, o secretário interino de Defesa norte-americano, Patrick Shanahan, disse que o novo contingente vai ao local por “motivos defensivos”.
“Os recentes ataques iranianos comprovam as informações confiáveis e credíveis que recebemos sobre o comportamento hostil das forças iranianas e de grupos associados que ameaçam funcionários norte-americanos e interesses na região”, disse.
Pentágono divulga imagens que seriam de militares iranianos removendo mina que não explodiu de petroleiro no Golfo de Omã
U.S. Navy/Handout via Reuters
Lancha que o governo dos EUA diz pertencer à Guarda Revolucionária do Irã
U.S. Department of Defense via AP
Mais cedo, o governo norte-americano divulgou imagens que seriam de soldados do Irã removendo uma mina que não explodiu no Kokuka Corageous, um dos petroleiros danificados no Golfo de Omã na quinta-feira passada.
O governo dos Estados Unidos diz que as imagens, feitas a partir de um helicóptero militar norte-americano, provam que o Irã atacou as duas embarcações. O regime iraniano vem negando a acusação.
O novo contingente vai se somar aos outros 1,5 mil militares deslocados ao Oriente Médio em maio, quando a tensão entre EUA e Irã tomou maiores proporções (saiba mais abaixo).
Aumento na tensão no Oriente Médio
Bandeira do Irã tremula em Viena, em frente à sede da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)
Leonhard Foeger/File Photo/Reuters
Na manhã desta segunda-feira, o Irã anunciou o aumento no estoque de urânio enriquecido para além do que havia sido firmado no acordo nuclear de 2015. Dessa forma, país não vai mais estabelecer um limite para o volume do material que produz.
O porta-voz da organização de energia atômica do Irã, Behrouz Kamalvandi, disse que em dez dias, na data de 27 de junho, a quantidade de urânio enriquecido vai ultrapassar 300 quilos, que era a quantidade máxima que, pelo acordo, eles poderiam ter.
Montagem com fotos dos presidentes dos EUA, Donald Trump, e do Irã, Hassan Rouhani
AP Photo
Os recentes movimentos formam mais um capítulo da crise intensificada em maio, quando o governo do Irã anunciou a retomada de parte das atividades nucleares que estavam suspensas pelo acordo firmado em 2015 com os EUA e outros países do Ocidente.
O presidente Donald Trump retirou os EUA desse acordo em 2018, e, desde então, passou a impor sanções econômicas ao Irã. Apesar da saída norte-americana, Alemanha, França, Reino Unido, Rússia e China permanecem no tratado.

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fonte: g1.globo.com revisão Urandir Martinez