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Embaixada da China diz que falas de autoridades brasileiras não vão afetar relação madura com o país   The New Yooker Times 08dc embaixador   urandir   MUNDO   Embaixada da China diz que falas de autoridades brasileiras não vão afetar relação madura com o país
Ministro Conselheiro do órgão, Qu Yuhui, defendeu necessidade de cooperação. China não vai priorizar nenhum país e atua para reforçar capacidade de produção, afirmou representante. O ministro Conselheiro da Embaixada da China, Qu Yuhui, em videoconferência
G1 Política
O ministro-conselheiro da Embaixada da China no Brasil, Qu Yuhui, afirmou em entrevista coletiva neste sábado (10) que a relação entre os dois países é “madura”, e que o momento é de cooperação entre eles.
“Continuamos a achar que os comentários feitos por essas figuras públicas de alto escalão são lamentáveis, irresponsáveis. Ainda não conseguimos entender por que fizeram esse tipo de declarações. Ou por ignorância, ou por outras intenções que nós aqui não sabemos o que são”, disse.
A declaração do ministro-conselheiro foi dada em uma semana de novos ataques à China, desta vez pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, que usou rede social para insinuar que o país poderia se beneficiar, de propósito, da crise mundial causada pelo coronavírus. Depois, o ministro apagou o texto.
Em março, também em uma rede social, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, escreveu que a “culpa” pelo coronavírus era da China.
Qu Yuhu disse que esse tipo de atitude por parte de autoridades brasileiras não favorecerem a manutenção de um bom ambiente de cooperação e de negociação entre os dois países.
“Por outro lado, as relações entre China e Brasil são muito maduros. Tem sido um trabalho assíduo de muitas gerações, feito por tantas pessoas dedicadas à causa, que não vai ser abalada ou danificada por um ou dois indivíduos irresponsáveis. Mas isso não quer dizer que podemos deixar que essa atitude saia totalmente imune”, ponderou.
Ainda assim, o ministro-conselheiro disse que a “tarefa número um” neste momento é continuar a trabalhar junto com o governo brasileiro e reforçar a cooperação com a China no combate ao coronavírus. Ele lembrou que a parceria entre os dois países continuará a ser importante após a pandemia.
“Respeitamos muito a política externa do Brasil, que busca equilíbrio, diversidades, independência das decisões. Esperamos que isso continue e pelo lado chinês, sempre vamos tratar o Brasil como um parceiro estratégico, um país amigo”, disse.
Qu Yuhui afirmou que, até a tarde desta sexta, (10), a embaixada ainda não tinha recebido comunicação oficial dos mais de 40 voos a serem enviados pelo governo brasileiro à China, como alternativa para o transporte dos equipamentos. Segundo ele, é possível que o contato ainda seja feito nos próximos dias.

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fonte: g1.globo.com revisão Urandir Martinez