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Por que a discussão internacional sobre o programa nuclear do Irã foi retomada e o que pode acontecer agora? Reator nuclear no Irã
AP
O acordo nuclear histórico entre o Irã e potências mundiais parece estar prestes a entrar em colapso. O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, é aguardado nesta quarta-feira (12) no Irã, para, entre outras coisas, tentar reduzir a tensão entre Washington e Teerã, desde a reimposição de sanções pelos EUA e a ameaça iraniana de descumprir o acordo.
Confira uma visão geral da crise em 355 palavras.
Qual é a essência do acordo?
As suspeitas de que o Irã estava usando seu programa de energia nuclear para encobertar o desenvolvimento de uma bomba atômica levaram a Organização das Nações Unidas (ONU), os EUA e a União Europeia (UE) a impor sanções com o objetivo de persuadir o país a conter suas ambições armamentistas.
O Irã insistiu que seu programa nuclear era pacífico, mas em 2015 chegou a um acordo com seis países –EUA, Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha.
E concordou em limitar o enriquecimento de urânio –material que pode ser usado tanto para alimentar reatores como artefatos nucleares; reformular um reator de água pesada que estava sendo construído, e de cujo combustível irradiado poderia ser obtido plutônio, usado em bombas atômicas; e permitir a realização de inspeções internacionais.
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Em troca, as respectivas sanções foram suspensas, permitindo ao Irã retomar as exportações de petróleo –principal fonte de receita do governo.
O que motivou a última crise?
O presidente dos EUA, Donald Trump, abandonou o acordo em maio de 2018 e começou a restabelecer as sanções. Em novembro, as que tinham como alvo os setores petrolífero e financeiro do Irã entraram em vigor.
E provocaram um colapso econômico e inflação galopante no Irã.
O Irã reagiu deixando de cumprir alguns compromissos do acordo nuclear.
E suspendeu as vendas obrigatórias para o exterior do excedente de urânio enriquecido e água pesada.
Também deu aos cinco países que ainda participam do acordo um ultimato de 60 dias para proteger as vendas de petróleo iraniano das sanções dos EUA. Caso contrário, o Irã suspenderá suas restrições ao enriquecimento de urânio e interromperá a reformulação de seu reator de água pesada.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que realiza as inspeções, diz que o Irã já aumentou a produção de urânio enriquecido – mas não se sabe em quanto.
O que os EUA querem?
Trump diz que quer renegociar o acordo e ampliá-lo para incluir o programa de mísseis balísticos do Irã e seu envolvimento em conflitos no Oriente Médio.
O presidente dos EUA, Donald Trump, mostra sua assinatura oficializando a retirada do país do acordo nuclear com o Irã
Jonathan Ernst/Reuters
O Irã está convencido de que o acordo não pode ser renegociado.

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fonte: g1.globo.com revisão Urandir Martinez