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Ex assessora diz que embaixador cumpria missão política de Trump na Ucrânia   The New Yooker Times 9a17 2019 11 21t193635z 860588675 rc2vfd92w59n rtrmadp 3 usa trump impeachment   urandir   MUNDO   Ex assessora diz que embaixador cumpria missão política de Trump na Ucrânia
Fiona Hill, ex-diretora sênior para Rússia e Europa, trabalhava com assessor de segurança nacional John Bolton. Inquérito de impeachment também teve depoimento de consultor do Departamento de Estado, que expressou preocupação com Giuliani: ‘Lembro-me de que o embaixador Sondland declarou: ‘Toda vez que Rudy se envolve, ele vai e f… tudo”. Fiona Hill, ex-diretora sênior para Rússia e Europa do Departamento de Segurança dos EUA, e David Holmes, consultor político da Embaixada Americana em Kiev, se preparam para testemunhar no Comitê de Inteligência da Câmara, em Washington, na quinta-feira (21)
Reuters/Erin Scott
O embaixador dos Estados Unidos na União Europeia, Gordon Sondland, não estava simplesmente operando fora de canais diplomáticos oficiais, mas seguindo instruções do presidente americano, Donald Trump.
A conclusão foi apresentada pela ex-diretora sênior para Rússia e Europa no Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Fiona Hill, durante seu depoimento nesta quinta-feira (21) em uma audiência pública do inquérito de impeachment de Trump na Câmara dos EUA.
“Ele estava sendo envolvido em uma incumbência política doméstica. E estávamos sendo envolvidos em política de segurança nacional”, disse ela, depois de um intensa questionamento feito por republicanos na audiência da Câmara.
“E aqui estamos”, disse Hill.
Os testemunhos de Hill e de David Holmes, consultor do Departamento de Estado em Kiev, encerrou uma semana intensa no inquérito e reforçou a suspeita de que Trump usou a política externa para fins políticos.
Uma por uma, Hill abordou as defesas de Trump.
Ela e Holmes disseram aos investigadores da Câmara que era claro que o advogado de Trump, Rudy Giuliani, realizou investigações políticas sobre os democratas e Joe Biden na Ucrânia.
“Ele estava claramente promovendo questões e ideias que, você sabe, provavelmente voltariam para nos assombrar e, de fato”, testemunhou Hill. “Acho que é onde estamos hoje.”
Hill também defendeu o tenente-coronel Alexander Vindman, o oficial do Exército que testemunhou anteriormente e que os aliados de Trump tentaram desacreditar. Ele é do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, onde ela trabalhou até o verão.
Em determinado momento, republicanos se exaltaram, tentando cortar a resposta de Hill. Os deputados republicanos tentaram ressaltar as diferenças dela com Sondland, o embaixador na União Europeia que prestou depoimento na quarta-feira, e disse que Trump buscava um “quid pro quo” das investigações políticas.
“Vocês podem não gostar da resposta da testemunha, mas nós a ouviremos”, disse o deputado Adam Schiff, presidente democrata do comitê.
Hill, ex-assessora do então assessor de segurança nacional John Bolton, advertiu severamente os legisladores republicanos – e implicitamente Trump – para deixar de empurrar uma narrativa “fictícia” de que a Ucrânia, e não a Rússia, interferiu nas eleições nos EUA.
Trump disse a outros que testemunham no inquérito que a Ucrânia tentou “me derrubar” nas eleições de 2016. Os republicanos lançaram seus questionamentos na quinta-feira, revivendo essas teorias.
Hill declarou: “Eu me recuso a fazer parte de um esforço para legitimar uma narrativa alternativa de que o governo ucraniano é um adversário dos EUA e que a Ucrânia – e não a Rússia – nos atacou em 2016″.
Seu testemunho também levantou novas questões sobre se Bolton, que ainda não desafiou as ordens da Casa Branca para que as autoridades não testemunhassem, apareceria no inquérito. No que foi visto como uma cutucada para seu ex-chefe, Hill disse que aqueles com informações têm uma “obrigação moral de fornecê-las”.
A investigação de impeachment da Câmara foi desencadeada por um telefonema em 25 de julho, no qual Trump pediu ao presidente da Ucrânia Volodymyr Zelenskiy investigações sobre Biden e o Comitê Nacional Democrata. Uma queixa oficial do governo de um denunciante ainda anônimo sobre essa chamada levou a Câmara a lançar a investigação atual.
Fiona Hill, ex-diretora sênior para Rússia e Europa do Departamento de Segurança dos EUA, testemunha no Comitê de Inteligência da Câmara, em Washington, na quinta-feira (21)
Reuters/Erin Scott
Hill e Holmes preencheram lacunas nos testemunhos anteriores e abriram buracos nos relatos de outras testemunhas. Eles foram particularmente inflexíveis ao afirmar que os esforços de Trump e Giuliani para investigar a empresa Burisma eram bem conhecidos por autoridades que trabalham na Ucrânia como o equivalente a investigar os Bidens.
Isso contraria as testemunhas anteriores Gordon Sondland, embaixador dos EUA na União Europeia, e Kurt Volker, ex-enviado especial da Ucrânia, que insistiu que não tinham ideia de que havia uma conexão.
Holmes, uma adição tardia à agenda, também minou algumas das lembranças de Sondland sobre um telefonema extraordinário entre o embaixador e Trump em 26 de julho, um dia após a ligação do presidente com a Ucrânia. Holmes estava almoçando com Sondland em Kiev e disse que poderia ouvir Trump perguntar sobre “investigações” durante um telefonema “animado” com Sondland.
Após o telefonema, Holmes disse que Sondland disse que Trump se importava com “grandes coisas”, incluindo o caso da “investigação Biden”. Sondland disse que não se lembrava de ter mencionado os Bidens.
Durante o testemunho de quinta-feira, o presidente tuitou que, embora sua própria audiência seja “ótima”, ele nunca foi capaz de entender a conversa de outra pessoa que não estava no viva voz. “Tente”, ele sugeriu.
Holmes também testemunhou sobre sua crescente preocupação quando Giuliani orquestrou a política da Ucrânia fora dos canais diplomáticos oficiais. Esta era uma preocupação compartilhada por outros, testemunhou.
“Lembro-me de que o embaixador Sondland declarou: “Toda vez que Rudy se envolve, ele vai e f… tudo”.
David Holmes, consultor político da Embaixada Americana em Kiev, testemunha no Comitê de Inteligência da Câmara, em Washington, na quinta-feira (21)
Reuters/Erin Scott
Holmes testemunhou que ficou alarmado ao longo do ano, observando Giuliani “fazendo frequentes declarações públicas pressionando a Ucrânia a investigar interferências nas eleições de 2016 e questões relacionadas a Burisma e aos Bidens”.
Hill deixou a Casa Branca antes do telefonema de julho que desencadeou a investigação de impeachment, embora fizesse parte de outras reuniões e conversas importantes relacionadas à política da Ucrânia. Ela abriu seu testemunho com um apelo apaixonado para que os republicanos parem de vender uma teoria alternativa da interferência nas eleições de 2016 e de ajudar a Rússia a semear divisões nos Estados Unidos.
“Isso é exatamente o que o governo russo esperava”, disse ela sobre o clima político atual americano. “Eles colocariam um lado do nosso eleitorado contra o outro”.
Ela alertou que a Rússia está se preparando para intervir novamente nas eleições de 2020 nos EUA. “Estamos ficando sem tempo para detê-los”, disse.

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fonte: g1.globo.com revisão Urandir Martinez