Notícias Internacionais – The New Yooker Times


Incêndios florestais podem prejudicar chuvas em cinturão agrícola sul americano, alertam cientistas   The New Yooker Times c017 2019 08 28t192757z 1549019865 rc1a188daed0 rtrmadp 3 bolivia wildfires   urandir   MUNDO   Incêndios florestais podem prejudicar chuvas em cinturão agrícola sul americano, alertam cientistas
Aumento nas queimadas no Brasil e na Bolívia tem potencial para influenciar ciclo de chuvas em regiões produtoras de grãos e carne bovina nos próximos anos, diz estudo. Bombeiros trabalham em área de floresta destruída pelo fogo em Santa Rosa de Tucavaca, na Bolívia, em 28 de agosto
Reuters/David Mercado
Os incêndios florestais que devastaram áreas da Bolívia e do Brasil neste ano podem prejudicar a distribuição das chuvas nas regiões produtoras de grãos e carne bovina da América do Sul de maneiras imprevisíveis durante anos, dizem cientistas. As chuvas recentes nos dois países ajudaram a apagar focos de queimadas nas últimas semanas.
Chuvas ajudam a apagar queimadas na Bolívia após perda de mais de 4 milhões de hectares
Floresta tropical, savana e tundra sofrem com aumento de queimadas em 2019, mas fogo na Amazônia impacta mais o planeta
Apesar disso, entre janeiro e setembro, o fogo destruiu vastas porções de floresta que garantem a precipitação na região, ameaçando um sistema de nuvens da Amazônia conhecido como “rios aéreos”. O fenômeno distribui 23 bilhões de metros cúbicos de água em toda a América do Sul a cada ano, explicou Leonardo Melgarejo, agrônomo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Isso pode significar menos chuvas em locais que produzem carne e soja não somente no Brasil e na Bolívia, mas também na Argentina, Paraguai e Uruguai, disse Melgarejo, o que pode abalar um grande catalisador do crescimento econômico regional.
“As fronteiras que dividem nossos países são ficções do ponto de vista da natureza”, disse Melgarejo.
Ciclo de secas
Queimadas na Amazônia chamaram a atenção da comunidade internacional
Carl de Souza/AFP
A destruição de mais 5% da floresta tropical amazônica desencadearia um ciclo de secas, incêndios e desmatamento ainda pior, alertou ele.
“Estamos muito próximos de um momento de colapso”, disse Melgarejo à Reuters em um encontro de cientistas em Santa Cruz, na Bolívia, uma região de terras baixas duramente atingida pelos fogos neste ano.
German Heinzenknecht, especialista climático da consultoria argentina Applied Climatology, disse que áreas do cinturão agrícola dos pampas, incluindo as províncias de Córdoba e Santiago del Estero, na Argentina, podem estar vulneráveis aos efeitos adversos dos incêndios.
“É muito possível que partes do norte da Argentina sejam afetadas por um atraso no início da estação de chuvas ou que as chuvas como um todo sejam menores do que o normal. Tudo depende da área afetada pelos incêndios na Bolívia e no Brasil”, disse Heinzenknecht.
Os agricultores já estavam preocupados com a aridez em áreas agrícolas do oeste argentino antes dos incêndios. O país é um grande exportador de soja, milho e trigo e o principal fornecedor de ração de soja para gado.
O presidente Jair Bolsonaro e o boliviano, Evo Morales, ideologicamente opostos, foram criticados por apoiarem uma expansão da produção de soja e carne em regiões arborizadas que ambientalistas culpam pela série de incêndios deste ano.
Amazônia e cerrado concentram 82% das queimadas no país
Initial plugin text

The New Yooker Times – Notícias Internacionais
fonte: g1.globo.com revisão Urandir Martinez