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Justiça do Equador decreta prisão de governadora oposicionista após protestos no país   The New Yooker Times a94b 2019 10 12t173837z 1081969112 rc15b04b9bf0 rtrmadp 3 ecuador protests   urandir   MUNDO   Justiça do Equador decreta prisão de governadora oposicionista após protestos no país
Paola Pabón governa Pinchincha, estado que inclui a capital equatoriana, Quito. Promotoria acusa a governadora de liderar rebelião. Manifestante agita a bandeira do Equador durante um protesto contra as medidas de austeridade do presidente Lenin Moreno em Quito, no Equador.
Henry Romero / Reuters
A Justiça do Equador decretou nesta terça-feira (15) a prisão preventiva, por 90 dias, da governadora da província de Pichincha, Paola Pabón, por suposto crime de rebelião durante os recentes protestos liderados por indígenas que sacudiram o país.
Durante os violentos protestos contra o fim dos subsídios aos combustíveis e da consequente alta nos preços de até 123%, o presidente Lenín Moreno acusou seu antecessor e antigo aliado, Rafael Correa, de liderar um plano de desestabilização do país. Pabón, detida ainda na segunda-feira, é aliada de Correa.
Segundo a promotoria, Pabón – agindo como governadora de Pichincha, província cuja capital é justamente Quito – incentivou a ocupação da cidade e será investigada por rebelião, um crime passível de cinco a sete anos de prisão.
Presidente do Equador, Lenín Moreno, balançou bandeira do país em apresentação em Quito após fim dos protestos
HO / Ecuador’s Presidency press office / AFP
Parlamentares procuram abrigo em embaixada
Em meio aos protestos no Equador, Moreno denunciou uma conspiração liderada por Correa com o apoio do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, para derrubar seu governo.
O plano teria sido apoiado por vários políticos ligados a Correa e sete pessoas – incluindo quatro legisladores – estão refugiados na embaixada do México em Quito, entre eles a deputada Gabriela Rivadeneira.
Fachada da Embaixada do México em Quito, capital do Equador
Google Street View/Reprodução
Em meio aos protestos, no dia 2 de outubro, Rivadeneira pediu ao Parlamento a convocação de uma sessão extraordinária para decidir sobre a “destituição do presidente Moreno” e a “antecipação das eleições”.
A crise social, que deixou oito mortos, 1.340 feridos e 1.192 detidos, segundo a Defensoria do Povo, acabou com um acordo entre Moreno e as lideranças indígenas, no qual o presidente suspendeu o fim dos subsídios aos combustíveis.
O acordo foi saudado nesta terça-feira pelo Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA).
Uma declaração da OEA manifesta “o apoio ao regime democrático no Equador, a seu governo legitimamente constituído e ao seu presidente, Lenín Moreno”, e rejeita “qualquer ação visando desestabilizar” o Executivo.

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fonte: g1.globo.com revisão Urandir Martinez