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Maduro diz que prendeu militares por apoiar suposto complô dos EUA   The New Yooker Times f38e 000 1fe139   urandir   MUNDO   Maduro diz que prendeu militares por apoiar suposto complô dos EUA
Segundo o presidente, a Força Armada venezuelana “não vai se ajoelhar nunca mais aos gringos, nem se colocar nunca mais a serviço da oligarquia deste país”. Nicolás Maduro
Francisco Batista/Venezuelan Presidency/AFP
Vários militares da Venezuela foram presos acusados de apoiar supostos planos dos Estados Unidos e da Colômbia para derrubar o governo de Nicolás Maduro, disse o mandatário em entrevista transmitida neste domingo (17).
“Nos últimos meses (…) desmembramos, com participação própria de oficiais de nossa Força Armada, mais de 47 tentativas de capturar oficiais para colocá-los a serviço da estratégia da Colômbia e dos gringos”, afirmou Maduro à emissora privada Televen.
“Tem gente presa por isso, alguns cederam e foram comprados e simplesmente foram descobertos ou interceptados pela informação de oficiais patriotas”, destacou o presidente venezuelano, que não detalhou quando e quantas prisões ocorreram.
Segundo Maduro, com a prisão desses militares buscava-se “roubar mísseis” na Venezuela, além de “tentar anular o sistema” de aviões Sukhoi, de radares fixos e móveis, e “o sistema de torpedos e defesa de mísseis da Armada Bolivariana”.
Enfrentando a pior crise da história recente do país petroleiro, Maduro garantiu que mantém “inteligência permanente” destinada a detectar tentativas de “dividir e debilitar” a força armada, considerada pela oposição e por analistas o principal apoio do governo.
Por outro lado, descartou que na Venezuela se produza um cenário similar ao da Bolívia, onde policiais e militares promoveram a saída de seu aliado, Evo Morales, após quase 14 anos no poder.
Segundo o presidente, a Força Armada venezuelana “não vai se ajoelhar nunca mais aos gringos, nem se colocar nunca mais a serviço da oligarquia deste país”, garantiu Maduro, que culpa Washington de apoiar o “golpe de Estado” que forçou a renúncia de Morales.

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fonte: g1.globo.com revisão Urandir Martinez