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Mauricio Macri anuncia peronista como vice e acirra campanha contra Cristina Kirchner   The New Yooker Times 4dbd 2019 06 11t201857z 478795561 rc12789abac0 rtrmadp 3 argentina politics   urandir   MUNDO   Mauricio Macri anuncia peronista como vice e acirra campanha contra Cristina Kirchner
Anuncio surpreendeu porque Miguel Pichetto, peronista, já foi aliado de Kirchner e votou contra a retirada da imunidade parlamentar da ex-presidente. Miguel Ángelo Pichetto, escolhido como vice da chapa encabeçada por Mauricio Macri nas eleições presidenciais da Argentina, em foto de março
Agustin Marcarian/Reuters
O presidente argentino, Mauricio Macri, candidato à reeleição, anunciou nesta terça-feira (11) como seu candidato a vice o opositor peronista Miguel Pichetto. A estratégia amplia a coligação de governo e acirra a corrida eleitoral contra Cristina Kirchner.
A 24 horas da inscrição das coligações e a 10 dias das inscrições dos candidatos que darão início à corrida eleitoral, o presidente argentino, Mauricio Macri, anunciou uma surpreendente ampliação da sua coligação, ao incorporar um candidato a vice-presidente da oposição peronista, o senador Miguel Ángel Pichetto, ex-aliado de Cristina.
“Quero anunciar que Miguel Ángel Pichetto me acompanhará como candidato a vice-presidente”, publicou Macri nas redes sociais, explicando a inesperada associação como necessidade de construir acordos.
“Necessitaremos construir acordos com muita generosidade e com patriotismo”, indicou.
A decisão visa seduzir o voto peronista, pulverizado em diferentes candidaturas como a da ex-presidente Cristina Kirchner, que será candidata a vice-presidente na chapa que leva Alberto Fernández como candidato a presidente.
Quem é Miguel Pichetto
Miguel Ángelo Pichetto, escolhido como vice da chapa encabeçada por Mauricio Macri nas eleições presidenciais da Argentina, em foto de março
Agustin Marcarian/Reuters
Miguel Pichetto é o líder do bloco peronista no Senado desde o governo de Cristina Kirchner (20017-2015), ex-chefe de partido.
O peronista também permite a Macri uma experiente administração do Senado numa eventual reeleição do presidente na qual o governo precisará aprovar reformas estruturais.
Com a associação de Macri a Pichetto e de Cristina Kirchner a Alberto Fernández, a campanha eleitoral argentina esvazia qualquer alternativa peronista pela terceira via. O processo já nasce polarizado até o primeiro turno, que será realizado em 27 de outubro, tendendo a manter um duelo acirrado até o segundo turno, em 24 de novembro.
Estratégia de Kirchner
Cristina afirma que será candidata a vice na chapa liderada pelo ex-chefe de Gabinete de Nestor Kirchner, Alberto Fernández
Daniel Garcia/AFP
Cristina Kirchner anunciou em maio que vai concorrer à vice-presidência, tendo como candidato a presidente o seu ex-chefe de gabinete, Alberto Fernández. A estratégia visa diminuir a polarização sobre sua candidatura, enquanto mantém a imunidade do cargo de vice-presidente que, na Argentina, ocupa automaticamente a presidência do Senado.
Como candidata a vice-presidente, Cristina Kirchner não precisa renunciar ao cargo de senadora, garantindo imunidade perante a ação da Justiça em 13 processos penais, a maioria por corrupção. A ex-presidente está desde o último dia 21 sob julgamento e tem sete pedidos de prisão preventiva que só não são executados devido à sua imunidade como atual senadora.
Paradoxalmente, a imunidade de Kirchner só se mantém graças a Miguel Pichetto, quem tem o controle sobre a quantidade de senadores necessária para votar pela perda de imunidade parlamentar.
“Pessoalmente, não sou a favor de aprovar a autorização para prisão preventiva de Cristina Kirchner. Considero que a prisão preventiva seja uma pena antecipada. Deve haver antes uma sentença”, explicou à RFI, no final do ano passado, o senador Miguel Ángel Pichetto, líder do bloco peronista, quem controla os votos necessários para tirar a imunidade de Cristina Kirchner, sua ex-chefe de partido.

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fonte: g1.globo.com revisão Urandir Martinez