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Médicos e enfermeiros acompanham Papa Francisco na procissão de Via Crucis no Vaticano   The New Yooker Times df49 1 2020 04 10t210330z 705806938 rc2x1g98tiyh rtrmadp 3 health coronavirus easter pope viacrucis   urandir   MUNDO   Médicos e enfermeiros acompanham Papa Francisco na procissão de Via Crucis no Vaticano
Cerimônia não aconteceu no Coliseu, como tradicionalmente, por causa de quarentena na Itália. Apenas profissionais de saúde assistiram à cerimônia, encenada por capelão da prisão de Pádua e um ex-detento. Papa Francisco lidera a procissão de Via Crucis durante a celebração da Sexta-Feira Santa em frente a basílica de São Pedro, no Vaticano, em 10 de abril
Vatican Media/­Handout via Reuters
Médicos e enfermeiros, alguns vestindo seus jalecos brancos, juntaram-se a uma procissão da Sexta-Feira Santa à luz de tochas em uma assustadoramente quase vazia Praça de São Pedro, enquanto o Papa Francisco presidia a cerimônia que não pode ser realizada no Coliseu de Roma, como acontece tradicionalmente, devido à quarentena na Itália por causa do coronavírus.
A participação da equipe médica do Vaticano foi um lembrete de como a pandemia afetou quase todas as esferas da vida.
Médicos e enfermeiros do Vaticano acompanham procissão de Via Crucis durante a celebração da Sexta-Feira Santa em frente a basílica de São Pedro, no Vaticano, em 10 de abril
Claudio Peri/Pool via Reuters
Médicos e enfermeiros do Vaticano acompanham procissão de Via Crucis durante a celebração da Sexta-Feira Santa em frente a basílica de São Pedro, no Vaticano, em 10 de abril
Claudio Peri/Pool via Reuters
Francisco assistiu dos degraus do lado de fora da Basílica de São Pedro enquanto a procissão, que incluía um policial uniformizado, um capelão da prisão de Pádua e um ex-detento, circulando em torno do obelisco central da praça. A procissão da Via Cucis evoca Jesus sofrendo a caminho de ser crucificado.
Papa Francisco se deita no chão da basílica de São Pedro, no Vaticano, em sinal de humilde obediência durante missa da Sexta-Feira Santa, no dia 10 de abril
Vatican Media/­Handout via Reuters
Antes, em um culto da Sexta-feira Santa dentro da basílica, o pregador papal disse que a pandemia alertou as pessoas para o perigo de se acharem poderosas. Durante esse culto, em sinal de humilde obediência, o Papa Francisco se prostrou por alguns minutos no chão da basílica.
Papa Francisco lidera a procissão de Via Crucis durante a celebração da Sexta-Feira Santa em frente a basílica de São Pedro, no Vaticano, em 10 de abril
Claudio Peri/Pool via Reuters
Com fiéis comuns não permitidos na basílica de acordo com as medidas de contenção de vírus, e enquanto Francisco ouvia atentamente, o Rev. Raniero Cantalamessa disse a alguns prelados, membros do coral e a vários outros participantes que “foi necessário apenas o menor e mais sem forma elemento da natureza, um vírus, para nos lembrar que somos mortais” e que “o poder e a tecnologia militares não são suficientes para nos salvar”.
Papa Francisco lidera a procissão de Via Crucis durante a celebração da Sexta-Feira Santa em frente a basílica de São Pedro, no Vaticano, em 10 de abril
Andrew Medichini/Pool via Reuters
Cantalamessa disse que, quando a pandemia terminar, “voltar ao modo como as coisas eram é a ‘recessão’ que devemos temer mais”. Ele disse ainda que o vírus quebrou “barreiras e distinções de raça, nação, religião, riqueza e poder”.
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fonte: g1.globo.com revisão Urandir Martinez