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Novos protestos no Sudão contra governo militar terminam em morte, acusa comitê   The New Yooker Times 4971 000 1i34lv   urandir   MUNDO   Novos protestos no Sudão contra governo militar terminam em morte, acusa comitê
Manifestantes exigem entrega do poder aos civis. País africano vive tensão política acirrada após derrubada do presidente Omar al-Bashir, em abril. Manifestantes na capital Cartum pedem o fim do governo militar no Sudão
Ahmed Mustafa/AFP
Protestos contra o governo militar no Sudão terminaram com cinco pessoas mortas em duas cidades neste domingo (30), informou um comitê médico vinculado à oposição.
Os opositores exigem que os militares entreguem o poder aos civis e convocaram milhares de manifestantes para caminhar até o palácio presidencial na capital Cartum. Houve tumulto e a polícia usou gás lacrimogêneo contra a multidão.
Na capital Cartum, policiais lançaram bombas de gás lacrimogêneo contra manifestantes. Em outras partes do Sudão, houve relatos de mortes
Ebrahim Hamid/AFP
De acordo com o comitê médico, porém, um dos mortos foi baleado no peito na cidade de Atbara, no centro do Sudão. As outras quatro vítimas morreram em Omburman, vizinha à capital, por razões ainda desconhecidas.
Entidades de outros países pedem cautela aos opositores após uma manifestação terminar em massacre, em 3 de junho, quando dezenas de pessoas morreram. Os protestos deste domingo foram os maiores desde então.
Oposição pede poder aos civis
Cartum, capital do Sudão, vive mais um dia de protestos
Ebrahim Hamid/AFP
A Aliança para a Liberdade e a Mudança (ALC), que lidera os protestos, convocou uma grande manifestação para exigir uma transferência de poder aos civis.
“Convocamos nosso povo revolucionário na capital para que siga até o palácio para exigir justiça para os mártires e que o poder seja entregue de imediato aos civis, sem condições”, afirmou a Associação de Profissionais Sudaneses (SPA), que integra a ALC.
Os organizadores esperavam que a presença de milhares ou milhões de pessoas comprovassem a capacidade de mobilização dos opositores. Do outro lado, Conselho Militar de Transição, que comanda o país africano desde a derrubada do presidente Omar al-Bashir, também esperava minar o respaldo à oposição.
Entenda a crise no Sudão
As autoridades bloqueiam há várias semanas a internet, uma ferramenta estratégica para mobilizar os manifestantes desde o início do inédito movimento de protesto no Sudão em 19 de dezembro de 2018.

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fonte: g1.globo.com revisão Urandir Martinez