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Policial de Nova York acusado de asfixiar homem até a morte é demitido cinco anos depois   The New Yooker Times bcc9 ap19197039159791   urandir   MUNDO   Policial de Nova York acusado de asfixiar homem até a morte é demitido cinco anos depois
Morte de Eric Garner comoveu a opinião pública nos Estados Unidos em 2014 e levantou debate sobre violência policial e racismo. Policial de Nova York envolvido na morte de homem negro é demitido
O Departamento de Polícia de Nova York demitiu nesta segunda-feira (18) o policial Daniel Pantaleo, acusado de aplicar um “mata-leão” em um suspeito desarmado e asfixiá-lo até a morte em 2014, em um caso que gerou protestos e debate sobre violência policial e racismo nos Estados Unidos.
A vítima era Eric Garner, um homem negro de 43 anos acusado de vender cigarros contrabandeados. Golpeado pelo policial, Garner disse: “Eu não consigo respirar!”
Daniel Pantaleo, policial acusado de asfixiar Eric Garner até a morte em 2014, em foto de maio
Eduardo Munoz Alvarez, Arquivo/AP Photo
O chefe da polícia de Nova York, James O’Neill, afirmou que, ao aplicar o “mata-leão”, Pantaleo infringiu as regras locais.
“Nenhum de nós pode voltar atrás em nossas decisões, especialmente quando elas causam a morte de outro ser humano”, disse.
James O’Neill, chefe da Polícia de Nova York, anuncia demissão de policial acusado de asfixiar homem até a morte em 2014
Richard Drew/AP Photo
Bill de Blasio, prefeito de Nova York, comemorou a demissão de Pantaleo, segundo a agência Associated Press.
“Hoje, finalmente vemos a justiça ser feita. Nós não vamos ter Eric Garner de volta, mas espero que isso traga algum conforto à família de Garner”, disse.
Em dezembro de 2014, quatro meses após a morte de Garner, um júri decidiu que não tinha elementos suficientes para culpar Pantaleo. O policial foi transferido para trabalhos administrativos, mas ainda pertencia à Polícia de Nova York até a decisão desta segunda-feira.
Defesa critica demissão
Patrick Lynch, presidente da Associação Benevolente de Patrulheiros, comenta demissão de policial acusado de asfixiar até a morte suspeito de contrabandear cigarros em Nova York
Kathy Willens/AP Photo
Do outro lado, associações de defesa aos policiais e o advogado de Pantaleo criticaram a decisão por considerar que ela dificulta a ação das autoridades de segurança.
“Os líderes abandonaram o navio e deixaram nossos policias sozinhos nas ruas, sem apoio”, disse o presidente da Associação Benevolente de Patrulheiros, Patrick Lynch.
Apesar da demissão, Pantaleo deve escapar da prisão ou de uma punição criminal porque, em julho, procuradores federais anunciaram que não apresentariam denúncia contra ele.
“A morte de Eric Garner foi uma tragédia terrível, mas não há provas suficientes para apresentar queixas federais de direitos humanos contra nenhum oficial”, disse o procurador federal do Brooklyn, Richard Donoghue, em uma coletiva de imprensa.
‘Não consigo respirar’
“Não consigo respirar! Não consigo respirar!”, foram as últimas palavras de Garner após ser preso por cinco policiais em uma rua de Staten Island.
Eric Garner, à direita, em foto de família. Ele morreu em 2014 durante uma operação policial
AP Photo/Family photo via National Action Network
Classificada de homicídio pelo médico legista, a morte do homem deu força ao movimento “Black Lives Matter” (Vidas negras importam), que denuncia a violência policial contra negros não armados, provocando manifestações em todo país.
Segundo o legista, a manobra do policial contribuiu para a morte de Garner por asfixia, mas sua obesidade, pressão alta e asma também foram fatores importantes.

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fonte: g1.globo.com revisão Urandir Martinez