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Premiê da Espanha nomeia catalães para controlarem Congresso e Senado   The New Yooker Times f6ef 2019 04 28t221807z 1644538474 rc1c6b8d7b40 rtrmadp 3 spain election sanchez reax   urandir   MUNDO   Premiê da Espanha nomeia catalães para controlarem Congresso e Senado
Escolhas são uma tentativa de aproximação com grupos separatistas da região. Pedro Sánchez comemora com a esposa, Begona Gomez, a vitória nas eleições na Espanha
Sergio Perez/Reuters
O primeiro-ministro interino da Espanha, Pedro Sánchez, propôs que dois parlamentares catalães assumam como presidentes do Parlamento.
A ideia foi tornada pública nesta sexta (17). Ela pode ser um indicador de qual será o papel proeminente que a região da Catalunha, politicamente volátil, deve desempenhar durante seu mandato.
Crise catalã foi tema das eleições
A Catalunha declarou a independência brevemente em 2017, e foi um tema central da eleição nacional espanhola do mês passado. Suas ambições separatistas são uma dor de cabeça política para Sánchez, agora que seu Partido Socialista minoritário tenta formar um governo.
Sem maioria, socialistas devem depender de separatistas para formar governo na Espanha
Sánchez escolheu Meritxell Batet como candidata à presidência da Câmara baixa. Manuel Cruz é o nome do primeiro-ministro para o Senado. Os dois pertencem à ala catalã dos socialistas.
Eles defendem a preservação da união com a Espanha, mas também um diálogo aberto com o campo pró-independência da região.
Sua indicação como elos essenciais no processo legislativo nacional demonstra comprometimento com o diálogo, com a coexistência e com a coesão entre todos os espanhóis, de acordo com uma porta-voz do governo.
Separatistas querem a separação
“Não achamos que colocar catalães nestas posições resolve. É uma operação cosmética”, avaliou Sergi Cabrera, porta-voz do partido ERC no Parlamento da região.
O que seu partido quer é uma estrutura de diálogo permanente entre Madri e Barcelona para temas catalães.
Sánchez, que quer cumprir um segundo mandato, fez acenos ao longo do último ano para estabelecer um diálogo com a Catalunha e lhe dar um grau maior de autonomia, mas descartou outra votação separatista na região.

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fonte: g1.globo.com revisão Urandir Martinez