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Presidente chileno suspende aumento na tarifa do metrô após sábado de protestos em Santiago; Exército decreta toque de recolher   The New Yooker Times 197a 000 1lk51p   urandir   MUNDO   Presidente chileno suspende aumento na tarifa do metrô após sábado de protestos em Santiago; Exército decreta toque de recolher
Radicalização das manifestações contra o aumento do preço do bilhete do metrô de Santiago gerou, na sexta-feira, um dia de caos, com incêndios em vários pontos da cidade, saques e destruição. Presidente do Chile suspende aumento do preço da passagem de metrô
O presidente chileno Sebastián Piñera anunciou neste sábado (19) suspensão do aumento de 30 pesos (quase 20 centavos) na passagem de metrô na capital Santiago, medida que foi alvo de protestos em várias partes da cidade.
“Escutei com humildade a voz de meus compatriotas e não terei medo de seguir escutando esta voz. Vamos suspender o aumento nas passagens do metrô”, disse o presidente em uma transmissão.
Ônibus em chamas durante protesto deste sábado na capital chilena conta o aumento do preço na tarifa do transporte público
Martín Bernetti/AFP
Mesmo após a decisão, os confrontos entre manifestantes e a polícia seguiram. O general Javier Iturriaga, designado pelo presidente do país andino a comandar o estado de emergência declarado nesta madrugada, decretou toque de recolher na capital Santiago e na região metropolitana.
A medida passa a valer a partir das 22 horas e segue até às 7 horas do domingo.
Manifestante acende uma barricada durante protesto contra o aumento da tarifa do metrô em Santiago do Chile
Edgard Garrido/Reuters
Brasileiros no Chile
Brasileiros que residem na capital chilena relataram ao G1 clima de incerteza e uma “cidade muito vazia” em bairros não atingidos pelos protestos.
“O clima é todo mundo em casa, pouca gente na rua, tudo fechado quando deveria estar aberto, como o shopping, por exemplo”, disse o consultor paulista Luis Felipe Braga. “Ninguém pode usar o metrô e as pessoas têm medo de pegar ônibus porque já queimaram alguns veículos antes.”
A pesquisadora Ana França, que está de férias na cidade, disse que a locomoção está bastante prejudicada e citou o aumento nos valores das viagens em veículos chamados por aplicativo, que estão em “preço dinâmico”, por conta da alta procura.
O estudante de ciências políticas Nicolas Netto Souza esteve em alguns dos protestos e destacou que, após o decreto de estado de emergência, testemunhou “verdadeiros tanques de guerra” nas ruas e “metralhadoras equipadas.”
Manifestante se ajoelha em frente a soldado durante sábado de protestos contra o aumento das passagens de metrô em Santiago do Chile
Edgard Garrido/Reuters
Estado de emergência
O presidente do país decretou estado de emergência nesta madrugada, após o aumento da violência nos protestos que tomaram as estações de metrô na capital.
Segundo a agência Reuters, 156 policiais ficaram feridos, cinco deles gravemente, 49 carros da polícia foram danificados, 41 estações de metrô foram vandalizadas e 308 pessoas foram detidas. O metrô deve ficar fechado durante todo o final de semana.
Piñera disse que o objetivo da medida é voltar a recuperar a normalidade. “O objetivo deste estado de emergência é muito simples, mas muito profundo: garantir a ordem pública, a tranquilidade dos habitantes da cidade de Santiago, proteger bens públicos e privados e, acima de tudo, garantir os direitos de todos”, disse.
Tensão nos protestos
Santiago foi palco de protestos na sexta-feira (18) contra o aumento de 800 para 830 pesos (equivalente a R$ 4,80) nos bilhetes do metrô no horário de pico. Desde 2010, não havia aumento nessa proporção (3,75%).
Manifestantes foram em massa para as estações de metrô e forçaram a entrada sem pagar, causando destruição e enfrentando a polícia. A situação forçou o metrô de Santiago, que transporta diariamente quase 3 milhões de pessoas, a fechar todas as estações na sexta-feira, o que levou ao colapso do sistema de transporte da cidade.
Manifestantes pulam catraca em estação de metrô durante protesto contra aumento da tarifa de transporte pública em Santiago, no Chile, na sexta-feira (18)
Reuters/Carlos Vera

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fonte: g1.globo.com revisão Urandir Martinez