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Últimos ativistas pró Maduro na embaixada da Venezuela nos Estados Unidos são presos   The New Yooker Times add1 ap19136562044200   urandir   MUNDO   Últimos ativistas pró Maduro na embaixada da Venezuela nos Estados Unidos são presos
Eles ocupavam o prédio há cerca de um mês. Grupos contrários às prisões alegam que elas violam a Convenção de Viena, que estabelece que missões diplomáticas são invioláveis. Ativista pró-Maduro é presa durante a retirada dos manifestantes da embaixada da Venezuela em Washington, nesta quinta-feira (16).
Jose Luis Magana/AP
Os últimos quatro ativistas favoráveis ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que estavam na embaixada do país em Washington foram presos por agentes federais nesta quinta-feira (16), informaram o jornal “The Washington Post” e a agência de notícias EFE. Eles ocupavam o prédio há cerca de um mês para impedir a entrada da equipe indicada por Juan Guaidó – reconhecido pelos EUA como presidente venezuelano interino.
O Serviço Secreto dos EUA, que é responsável pela proteção das entidades diplomáticas estrangeiras, confirmou na quinta-feira que os agentes executaram mandados de prisão contra “indivíduos que estavam dentro da Embaixada da Venezuela”, dizem a EFE e a Reuters.
Grupos contrários às prisões alegaram que elas violam a Convenção de Viena, estabelecida em 1961. O artigo 22 da convenção diz que “as premissas da missão diplomática são invioláveis. Os agentes do Estado receptor não podem entrar nelas, exceto com o consentimento do chefe da missão”.
Por outro lado, como o governo de Donald Trump reconhece Guaidó, e não Maduro, como presidente, os americanos poderiam tomar alguma medida para entregar o prédio ao grupo indicado pelo oposicionista.
Agentes federais deixam a embaixada da Venezuela depois de prender ativistas pró-Maduro nesta quinta (16). — Foto: Jose Luis Magana/AP
Jose Luis Magana/AP
Uma porta-voz do Departamento de Estado dos EUA disse que o governo de Guaidó pediu ajuda aos americanos para tirar os manifestantes da embaixada, afirma a Reuters.
“O governo da Venezuela, liderado pelo presidente interino Juan Guaidó, pediu aos invasores que deixassem o local”, declarou a porta-voz. Nem o Departamento de Estado nem o Serviço Secreto revelaram as acusações contra os manifestantes.
Mais cedo, o enviado de Guaidó para os Estados Unidos, Carlos Vecchio, escreveu no Twitter que “obrigado ao governo dos Estados Unidos, Departamento de Estado e forças de segurança para fazer cumprir as leis e tratados internacionais. Seguimos avançando”, disse.
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O próprio Guaidó retuitou outra mensagem de Vecchio e e acrescentou que “começa o processo de recuperação de nossas sedes diplomáticas no mundo. Obrigado à nossa diáspora por exercer soberania e recuperar a nossa embaixada em Washington, disse o autoproclamado presidente interino.
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Muitos seguidores de Guaidó se reuniram nas proximidades com bandeiras da Venezuela e cartazes.
Apoiador de Guaidó na porta da embaixada em Washington, nesta quinta (16), com um cartaz que diz “queremos nosso país de volta”.
Jose Luis Magana/AP
A eletricidade da embaixada já havia sido cortada no dia 8 de maio, para tentar forçar a saída dos ativistas. Além disso, venezuelanos moradores de Washington impediam que os manifestantes pró-Maduro entrassem com mantimentos. No auge da ocupação do prédio, cerca de 50 pessoas de três grupos estavam no local, de acordo com Medea Benjamin, co-fundadora da Code Pink, uma das entidades envolvidas.

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fonte: g1.globo.com revisão Urandir Martinez